Pabllo Vittar: Se você não gosta, respeita! Se gosta, aproveita!

    A imagem de Pabllo Vittar está nas timelines das redes sociais, portais de internet, na apresentação de um programa de TV, no Rock In Rio! Sua música e voz tocam em quase todas as rádios. Se foi a voz que impulsionou sua imagem, ou se foi a imagem que valorizou ainda mais a sua voz, é algo em que sempre penso, mas isso não tem muita importância perto do que significa a afirmação de alguém com a coragem e o talento do Pabllo no cenário musical. E o que isso significa? Que no Brasil existe um público maior,  generoso, em sintonia com mudanças e com a aceitação da diversidade, do direito do indivíduo de ser e de se expressar como quiser e do jeito que se sinta pleno. 
    Mas além disso, outro ponto positivo e fora da curva é o fato dele fazer sucesso no mesmo país que fecha exposição de arte e aonde um juiz aprova lei para tratar gays como doentes (vou parar os exemplos negativos por aqui para o texto não ficar depressivo). Temos que celebrar o mérito de Pabllo Vittar e seu reconhecimento pelo público e por toda a mídia. Não é uma missão simples num país machista e homofóbico como o Brasil.
    E qual é a imagem de Pabllo? 
    Muito do poder de Pabllo Vittar nos palcos vem do fato dele emprestar a seu corpo masculino a aparência do gênero e da sensualidade que ele construiu: uma figura feminina, com cabelos compridos e coloridos, vestido com roupas drags, que serve de suporte para sua força, seu talento na dança e na música. É essa imagem que traduz a  inovação e originalidade da arte de Vittar para o público que vibra com suas músicas e se sente representado pela afirmação do artista. Seus vídeos tem mais de 100 milhões de acessos, seu sucesso é uma miragem deliciosa e uma inspiração para um país que tem muito trabalho a fazer sobre respeito e direitos. Se você não gosta, respeita! Se você gosta, aproveita! Rafael Fais

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