Um julgamento, dois países

     Uma maneira de entender o julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer é vê-lo como uma luta entre a realidade sórdida de um país que deseja ser um adulto responsável, a outra é como um país que esperneia e faz birra para continuar delinquindo onde esta.
     Quando os ministros deram seus votos favoráveis à cassação de Dilma-Temer, foi doloroso vê-los se ampararem na legislação, na literatura, na esperança citada por Rosa Weber, quando a realidade da vida política e do que se chama de financiamento de campanha eleitoral é amparada num sistema de mochilas, cinismo, labirintos e mentiras. A impressão é a de que não há legislação suficiente para dar conta de tanta sofisticação criminosa.      Não bastasse o caixa 2, o ministro Herman Benjamin nos apresentou ao caixa 3!
      O Brasil quer e precisa ser um país onde os políticos pagam o mesmo preço pago pelos homens comuns. O julgamento da chapa Dilma-Temer poderia ter sido uma carona nessa direção, mas foi uma capotagem com direito a pitos de Gilmar Mendes.
      A literatura, a lei, os princípios e virtudes usados pelos ministros que votaram pela cassação de Dilma-Temer foram esmagados pela vontade esganada e vitoriosa de deixar o poder fazendo birra com a nossa paciência. Rafael Fais

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