Uma parte da mídia quer que você pense que o depoimento de Lula para Sérgio Moro é um embate, um duelo politizado porque o juiz estaria contaminado com suas próprias ideologias políticas para julgar o ex-presidente Lula.
Outra parte da mídia quer que você acredite que o depoimento é apenas um rito jurídico como qualquer outro da operação Lava Jato, que nada de político acontece hoje em Curitiba.
Parece que todos os lados tem seus argumentos bem definidos e ensaiados. Parece também que cada segmento da imprensa fez seu esforço para nos convencer sobre o que acontece hoje. Mas no meio de tanta notícia, quando brigam ou parecem brigar Janot e Gilmar, Dória e Ciro, Lula e Moro, pense que o que acontece hoje em Curitiba é sobre nós, sobre eu e você, sobre o cidadão do Brasil. Moros e Lulas existem por nossa causa, nossa cidadania e dignidade é que justificam os prédios e as cadeiras onde eles estão sentados agora. Não devemos esquecer que somos nós o motivos deles estarem lá. O Brasil não é de Moro e não é de Lula, o Brasil é meu e seu. Somos maiores do que eles, nosso senso de cidadania e de posse do país é que deve se fortalecer. Mas não haverá país vencedor nem povo respeitado enquanto cairmos na febre de torcer para um lado ou para o outro. Por que? Porque assim ninguém ganha e a torcida fortalece apenas um sistema que vai continuar funcionando da mesma forma que nos trouxe até aqui: deixados de lado pela maioria dos poderosos.
Quando a discussão fica paralisada apenas na confirmação ou negação do embate entre figuras poderosas, em seus objetivos, temos a ilusão de que a história do Brasil é sobre eles e não sobre nós, que o país existe para eles resolverem suas desavenças, seus depoimentos e câmeras, seus terrenos e seus projetos e suas operações. Precisamos pensar e lembrar a cada segundo que esse país é nosso, que o mais importante aqui é o povo e o tratamento dado a ele. De novo: Não devemos esquecer que somos nós o motivos deles estarem lá. O Brasil não é de Moro e não é de Lula, o Brasil é meu e seu. Somos maiores do que eles, nosso senso de cidadania e de posse do país é que deve se fortalecer. Rafael Fais
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