Todos os jornais, revistas, portais, emissoras de rádio e televisão estão noticiando a greve. A maioria deu informações básicas sobre a paralisação. Não faltou foto de abuso da polícia nem a observação de que muitos grevistas aproveitam para agredir e destruir. Um advogado foi baleado e uma porta quebrada num prédio, no centro de São Paulo, para falar de alguns casos apenas.
Mas o que a greve revela, além do contraste entre o que querem os trabalhadores e o que querem o Estado e os empregadores, é a personalidade dos políticos e dos jornalistas.
Um jornalista de rádio, para ficar apenas em um exemplo, e o prefeito de São Paulo chamam os grevistas de vagabundos. Parece bravata do prefeito, parece bravata do jornalista.
"Não sou o Jaiminho, eu acordo cedo", continua Dória. Só que existem milhões de trabalhadores cuja atividade acontece de madrugada, os madrugadores fazem a cidade de São Paulo e cidades de todo o país funcionarem muito cedo e também durante a madrugada toda. Te convido a pensar, e vamos pensar nos guardas noturnos, enfermeiros, médicos, policiais, porteiros, atendentes de estabelecimentos comerciais, etc. Por trabalharem de noite e de madrugada, são muitos os profissionais que não acordam cedo. Essas declarações no caso do prefeito e essa opinião, no caso dos jornalistas, revelam o desconhecimento do prefeito sobre a diversificada gama do mundo do trabalho, justo ele que diz não ser político, mas ser trabalhador. Parece uma personalidade que privilegia apenas quem é semelhante e tem os mesmos hábitos e necessidades que ele. No mundo real, as necessidades, costumes, hábitos, e especificidades de cada profissão são variáveis que não se contornam.
Os jornalistas que chamaram a todos os grevistas de pelegos, de vagabundos e de outras coisas, revelam desconhecimento do objetivo da profissão. O jornalismo não é acusação, ainda mais quando se esta dando uma opinião jornalística, pois ela deve ser baseada em fatos . Além disso, o jornalista precisa deixar claro o que o faz pensar de tal maneira e porque a opinião dele é favorável ou contrária a uma situação. Sem critério, fica muito confuso para o ouvinte, para quem consome notícias, entender o que é a profissão, o que é achismo, bravata e jogo de acusação.
O bom jornalista trabalha com mais fatos do que com adjetivos. Essa atitude revela uma personalidade agressiva, de alguém que como o prefeito parece ignorar as visões de mundo de milhares de pessoas, pior: são personalidades que parecem ignorar as necessidades tão variantes num país abissalmente desigual como o nosso. Rafael Fais
Mas o que a greve revela, além do contraste entre o que querem os trabalhadores e o que querem o Estado e os empregadores, é a personalidade dos políticos e dos jornalistas.
Um jornalista de rádio, para ficar apenas em um exemplo, e o prefeito de São Paulo chamam os grevistas de vagabundos. Parece bravata do prefeito, parece bravata do jornalista.
"Não sou o Jaiminho, eu acordo cedo", continua Dória. Só que existem milhões de trabalhadores cuja atividade acontece de madrugada, os madrugadores fazem a cidade de São Paulo e cidades de todo o país funcionarem muito cedo e também durante a madrugada toda. Te convido a pensar, e vamos pensar nos guardas noturnos, enfermeiros, médicos, policiais, porteiros, atendentes de estabelecimentos comerciais, etc. Por trabalharem de noite e de madrugada, são muitos os profissionais que não acordam cedo. Essas declarações no caso do prefeito e essa opinião, no caso dos jornalistas, revelam o desconhecimento do prefeito sobre a diversificada gama do mundo do trabalho, justo ele que diz não ser político, mas ser trabalhador. Parece uma personalidade que privilegia apenas quem é semelhante e tem os mesmos hábitos e necessidades que ele. No mundo real, as necessidades, costumes, hábitos, e especificidades de cada profissão são variáveis que não se contornam.
Os jornalistas que chamaram a todos os grevistas de pelegos, de vagabundos e de outras coisas, revelam desconhecimento do objetivo da profissão. O jornalismo não é acusação, ainda mais quando se esta dando uma opinião jornalística, pois ela deve ser baseada em fatos . Além disso, o jornalista precisa deixar claro o que o faz pensar de tal maneira e porque a opinião dele é favorável ou contrária a uma situação. Sem critério, fica muito confuso para o ouvinte, para quem consome notícias, entender o que é a profissão, o que é achismo, bravata e jogo de acusação.
O bom jornalista trabalha com mais fatos do que com adjetivos. Essa atitude revela uma personalidade agressiva, de alguém que como o prefeito parece ignorar as visões de mundo de milhares de pessoas, pior: são personalidades que parecem ignorar as necessidades tão variantes num país abissalmente desigual como o nosso. Rafael Fais
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