Reflexão, elogio, sensação, indignação, conselho são alguns dos muitos elementos que podem guiar um colunista na escolha do assunto sobre o qual ele vai escrever e oferecer ao leitor. Esses são os melhores trechos das melhores colunas que eu li durante essa semana. Elas mostram a opinião dos autores sobre política, cinema, noticiário,etc. Enfim, o que foi importante e pesou na escolha deles para ser analisado. Rafael Fais
"Seria mais fácil a polícia preencher sua função se confiássemos nela –se conseguíssemos transmitir a nossos jovens e adolescentes a ideia de que, num estado democrático, a polícia não é a que te impede de fumar um baseado ou de fazer festa depois da meia-noite, a polícia é a primeira garantia de tua liberdade, a começar pela liberdade de circular pelas ruas sossegado, pensando na vida".
Fim de semana no Rio
Contardo Calligaris - Folha
"Falo de uma menina síria de 11 anos que morreu de coma diabético, a bordo de uma dessas embarcações precárias em que as máfias jogam suas vítimas. Os traficantes (líbios) roubaram seus medicamentos e o cadáver foi abandonado no mar, ante as lágrimas do pai impotente.
É possível que outras histórias infames como essa ocorram diariamente, no mar ou em terra, mas não dá tempo de recolhê-las e contá-las. Morrem no fundo do mar ou na traseira de um caminhão".
Notícias do grande cemitério aquático
Clóvis Rossi - Folha de S. Paulo
"A modernidade é incompatível com dogmas políticos. Os governantes, nas democracias, não são ungidos por Deus e devem responder apenas ao imperativo da Constituição e à vontade de quem os elege livremente. E são proibidos de mentir".
O que pode estar escondido sob a crise econômica do Brasil
Juan Arias - colunista do El Pais Brasil
"Um último elemento de reflexão é se a exposição constante do espectador a assassinatos e barbáries não acaba tornando-o menos sensível à gravidade dos fatos. A morte de um ser humano não pode ser um espetáculo".
A divulgação do crime - O assassinato de dois jornalistas nos EUA e sua divulgação pelas redes não pode se tornar algo comum para a audiência
Editorial do El Pais Brasil
"Sorte que algumas mentes não se cansam da lucidez, como Haneke e Godard, em tempo de contribuírem ainda uma vez para a linguagem – nem que seja para constatar seu fim. O que prova que maturidade e juventude são os dois lados de uma mesma moeda e que preterir a um ou a outro ao longo da vida é um bom passo para o fracasso. Godard não faria um filme desses se não soubesse disso e de algo mais, que nós ainda estamos por compreender. Quem sabe nos possa dizer o rio, se o escutarmos com mais atenção".
A linguagem do rio
Muriel Paraboni - Mínimo Múltiplo
"Seria mais fácil a polícia preencher sua função se confiássemos nela –se conseguíssemos transmitir a nossos jovens e adolescentes a ideia de que, num estado democrático, a polícia não é a que te impede de fumar um baseado ou de fazer festa depois da meia-noite, a polícia é a primeira garantia de tua liberdade, a começar pela liberdade de circular pelas ruas sossegado, pensando na vida".
Fim de semana no Rio
Contardo Calligaris - Folha
"Falo de uma menina síria de 11 anos que morreu de coma diabético, a bordo de uma dessas embarcações precárias em que as máfias jogam suas vítimas. Os traficantes (líbios) roubaram seus medicamentos e o cadáver foi abandonado no mar, ante as lágrimas do pai impotente.
É possível que outras histórias infames como essa ocorram diariamente, no mar ou em terra, mas não dá tempo de recolhê-las e contá-las. Morrem no fundo do mar ou na traseira de um caminhão".
Notícias do grande cemitério aquático
Clóvis Rossi - Folha de S. Paulo
"A modernidade é incompatível com dogmas políticos. Os governantes, nas democracias, não são ungidos por Deus e devem responder apenas ao imperativo da Constituição e à vontade de quem os elege livremente. E são proibidos de mentir".
O que pode estar escondido sob a crise econômica do Brasil
Juan Arias - colunista do El Pais Brasil
"Um último elemento de reflexão é se a exposição constante do espectador a assassinatos e barbáries não acaba tornando-o menos sensível à gravidade dos fatos. A morte de um ser humano não pode ser um espetáculo".
A divulgação do crime - O assassinato de dois jornalistas nos EUA e sua divulgação pelas redes não pode se tornar algo comum para a audiência
Editorial do El Pais Brasil
"Sorte que algumas mentes não se cansam da lucidez, como Haneke e Godard, em tempo de contribuírem ainda uma vez para a linguagem – nem que seja para constatar seu fim. O que prova que maturidade e juventude são os dois lados de uma mesma moeda e que preterir a um ou a outro ao longo da vida é um bom passo para o fracasso. Godard não faria um filme desses se não soubesse disso e de algo mais, que nós ainda estamos por compreender. Quem sabe nos possa dizer o rio, se o escutarmos com mais atenção".
A linguagem do rio
Muriel Paraboni - Mínimo Múltiplo