A politicagem não tira férias e a Política não pega no batente

     As apreensões na casa do ex-presidente Fernando Collor e a instauração de inquérito pela Procuradoria da República do Distrito Federal sobre a possível prática de tráfico de influência internacional do ex-presidente Lula movimentaram o noticiário, os ânimos e os nervos de políticos aliados e oposicionistas na semana que passou. 
     Quanto mais a operação conduzida pelo juiz Sérgio Moro avança, mais são expostas as engrenagens enferrujadas da politicagem praticada no Brasil em detrimento da política que, se bem feita, poderia desenferrujar os serviços públicos e alavancar a qualidade de vida dos brasileiros. O objetivo real pelo qual colocamos os políticos no Congresso fica preso em alguma peça velha da engrenagem como chantagens, trocas de favores e instalação de aliados em cargos que precisam de competência e experiência para serem bem geridos.
  
     No lugar de projetos reais e consolidados, entregues de fato à população, recebemos desculpas e discursos vazios. O projeto para o país é substituído por cartilhas cheias de slogans escritos por marqueteiros pagos com milhões dos políticos. São dois grupos que vivem do lado oposto ao do povo, separados por uma ponte construída com esses milhões, quantias que não combinam com os reais que tanta diferença, nefasta diga-se, fazem nos orçamentos domésticos em razão dos aumentos como o das contas de água e luz,  repassados ainda por toda a cadeia produtiva ao consumidor. 
    
   A real ocupação dos políticos, na semana que passou e na que começa, é arquitetar suas defesas, seus apoios ou rompimentos mantenedores do poder. Eduardo Cunha rompeu com Dilma (se é que esteve com ela), depois de depoimento que o acusa de pressionar para receber 5 milhões de dólares antes de campanha.
    
   Dilma estreita seus laços com o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, em Portugal, e a engrenagem continua aos olhos de um país incrédulo, exausto e com a perspectiva de melhoras ou travessia da crise, sob neblina, distante e confusa.       
      
    Alguns links para o noticiário que podem nos ajudar a entender a semana. Rafael Fais