Como pautar a imprensa?

          Aceitamos nos distrair do que é realmente importante por cansaço ou porque não há mais nada a fazer


     A imprensa, nesta quinta-feira, aceitou analisar e repercutir (que termo gasto) o habeas corpus preventivo pedido para o ex-presidente Lula. O autor do pedido foi descrito como um consultor de advogados e disse que o político sofre injustiças. É o tipo de amigo que ninguém precisa ter. O juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato, esclareceu que o petista não é alvo de investigação. O tal consultor diz que apertou a mão de Lula, na década de 80, e se o que queria era aparecer na mídia, conseguiu.          
     A "aventura jurídica" é um fato menor,  logo encerrado pela Justiça, e serviu apenas para distrair o noticiário, além de emprestar um certo desgaste à Operação. Estamos todos exaustos de ouvir sobre todas as acusações, manobras da defesa e das cifras milionárias que foram tiradas de um povo ao qual falta o básico necessário para uma vida digna. Já os atores do escândalo não se cansam e precisam de novos fatos que ajudam a bagunçar o cenário e distanciar o objetivo inicial: identificação, punição de todos os responsáveis pelos desvios na Petrobras e a reparação que for possível. Rafael Fais