A escolha de Renato Janine Ribeiro para o Ministério da Educação e de Edinho Silva para a Comunicação demonstra o drama de um Governo que luta entre a mudança e a estagnação. A preferência da presidenta Dilma por Janine Ribeiro pode vir a representar algo novo porque considera o mérito da qualificação. Ao mesmo tempo que sinaliza uma opção merecedora de comemoração, ela alerta para o quanto ainda precisamos mudar, dado que a maioria das escolhas obedece ao critério político. A opção por Edinho Silva para a Comunicação mostra o quanto a engrenagem política e a manutenção do poder continuam tão fortes quanto a necessidade de mudar.
Janine Ribeiro é o passo à frente. Edinho não tem experiência na área que vai chefiar, mas tem total intimidade no manejo de somas astronômicas como as que passam pelo Ministério que assumiu. Em seu currículo tem a coordenadoria financeira da campanha de Dilma à presidência. Pode surpreender como tudo é possível em política. Pode fazer muito na pasta e calar quem critica sua escolha. Mas seria o azarão.
Se concordarmos que um país não precisa e nem se faz com azarões ou apostas, essa escolha está mais próxima de aumentar as numerosas críticas da imprensa ao governo Rousseff.
Rafael Fais