Os assassinatos dos jornalistas do jornal Charlie Hebdo ainda estão povoando minha cabeça e devo continuar a pensar nisso por algum tempo. Foram muitos os artigos que já li e restam outros muitos separados por ler. Mesmo assim, quanto mais eu leio, menos sei sobre suas implicações. A comoção obriga países, políticos e personalidades a tomarem posição: Barack Obama não compareceu à marcha no fim de semana posterior ao ataque nem mandou um representante de peso. O secretário de Estado desembarcou em Paris só na quinta-feira para amenizar a ausência de alguém de alto nível para representar os norte-americanos. A atitude causa estranheza pela experiência que os EUA tem em lidar com ataques terroristas e pelo constante discurso de paz e combate ao fundamentalismo.
Num telejornal ouvi que a Europa deu um exemplo de maturidade (ou algo assim)aos terroristas ao reunir milhões na marcha. Fiquei incomodado em pensar que os terroristas deram exemplo de como a Europa está despreparada para evitar ataques. Se é verdade que as culturas islâmica e ocidental não tem como conviver, como diz um especialista, também é verdadeira a irrefreável presença do Islã em todo o ocidente.
Algumas frases veiculadas na imprensa e que continuam na memória: