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fonte: Época




EUGÊNIO BUCCI - 30/03/2013 14h00 




Vladimir Herzog e a violência contra jornalistas

EUGÊNIO BUCCI
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EUGÊNIO BUCCI é jornalista e professor da ECA-USP (Foto: Camila Fontana)
Pouco antes de ser assassinado por torturadores no Doi-Codi, em São Paulo, em 25 de outubro de 1975, o então diretor de jornalismo da TV Cultura, Vladimir Herzog, de 38 anos, foi vítima de uma pequena campanha difamatória nas páginas da imprensa. Exigiam que ele fosse, no mínimo, preso e silenciado. Antes de morrer, sofreu o que podemos chamar de violência simbólica. Que, na época, não pôde ser estancada.

Filiado ao Partido Comunista, Herzog tinha consciência de que pediam sua cabeça. Chegou a alertar os colegas. Alberto Dines, então colunista da Folha de S.Paulo, contou parte dessa história num artigo que publicou no site Observatório da Imprensa, em 2005. No dia 10 de outubro de 1975, uma sexta-feira, recebeu um telefonema de Zuenir Ventura, que “transmitia o apelo de um colega paulista, Vladimir Herzog, para que fosse denunciada uma solerte campanha de intimidação, orquestrada havia três semanas por um picareta-agente provocador chamado Cláudio Marques, no hoje extinto jornal Shopping News”. Continue lendo em Revista Época