Na abertura da 33° Mostra Internacional de Cinema.

Jogador Cantona treina carteiro para a vida
O que gostei nesse filme dirigido por Ken Loach foi a maneira como ele inverteu a resposta convencional dos personagens ao sofrimento. O marido que deixou a esposa, o Eric do título, é quem se descuida e passa a viver miseravelmente. Ele sabe que ela é seu grande amor, mas não consegue suportar a felicidade nem a pressão de estar casado. A fuga de si mesmo e de sua vida acontece logo após o casamento.
Os anos passam e Eric liga o piloto automático, suas reações a tudo são as mais apáticas. Não há prazer em sua vida. Já Lily, após superar o trauma do rompimento sem explicação, avança como pode, dedica-se ao trabalho e "doa vida ao que toca", como diz o ex. O resto do filme me fez sentir traído. Carteiros mascarados, colegas de trabalho de Eric, arrebentam uma casa para livrarem a cara do enteado dele que se meteu com bandidos. Sobrou linha nessa costura amarrada por um conselheiro famoso, ídolo da juventude de Eric, que usa frases motivacionais para animá-lo: "Se o seu adversário é bom em saltar, não tente vencê-lo em altura . . . ", quase isso.
Os anos passam e Eric liga o piloto automático, suas reações a tudo são as mais apáticas. Não há prazer em sua vida. Já Lily, após superar o trauma do rompimento sem explicação, avança como pode, dedica-se ao trabalho e "doa vida ao que toca", como diz o ex. O resto do filme me fez sentir traído. Carteiros mascarados, colegas de trabalho de Eric, arrebentam uma casa para livrarem a cara do enteado dele que se meteu com bandidos. Sobrou linha nessa costura amarrada por um conselheiro famoso, ídolo da juventude de Eric, que usa frases motivacionais para animá-lo: "Se o seu adversário é bom em saltar, não tente vencê-lo em altura . . . ", quase isso.
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